quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

'Estou sem chão', diz mãe de jovem encontrada morta junto com padrasto

(Foto: Arquivo de família)
"Estou sem chão". Foi assim que Sandra Rodrigues da Silva, de 37 anos, mãe da estudante de enfermagem Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e esposa de Joaquim Lourenço da Luz, 47, padrasto da jovem, expressou a perda do marido e da filha.

Os dois foram encontrados mortos e amarrados a uma árvore na terça-feira (17/12), no Morro do Frota, em Pirenópolis. De acordo com a polícia, as vítimas tiveram as barrigas cortadas e órgãos foram arrancados. "Não sei como vou suportar, estou sem chão", disse Sandra.
(Foto: Eduardo Henrique Mota/AgMais)
(Foto: Eduardo Henrique Mota/AgMais)
De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiro João Pereira Rosa, a jovem e o padrasto tinham ido até o parque na tarde de segunda-feira (16/12) para tirar algumas fotos do local. Como anoiteceu e eles não retornaram, familiares pediram ajuda à corporação.

Os corpos só foram localizados por volta das 13h pelos os moradores conhecidos como "Major" e " Godinho" que passavam pelo local. Em seguida, eles acionaram os bombeiros.
(Foto: Eduardo Henrique Mota/AgMais)
(Foto: Eduardo Henrique Mota/AgMais)
Pertences das vítimas como celulares e uma bolsa estavam no local do crime. Uma faca também foi encontrada e pode ser a arma utilizada para cometer os homicídios.
Joaquim Lourenço (Foto: Reprodução)
Joaquim Lourenço (Foto: Reprodução)
Mas de acordo com o delegado Rodrigo Luiz Jayme, responsável pelas investigações, as mutilações na barriga teriam sido causadas por dinamite. "A perícia já nos adiantou isso e que havia vestígio de pólvora nos corpos e no entorno", contou ele.

Durante a perícia, testemunhas contaram à polícia que suspeitavam que a dinamite e a corrente tinham sido retirados da pedreira administrada por Joaquim Lourenço da Luz.

A polícia deve começar a colher depoimentos nesta quarta-feira e não descarta que o crime tenha sido cometido pelo padrasto de Loanne.

Segundo o depoimento do irmão de Loanne, Joaquim Lourenço teria um ciúme doentiu da entedeada.

Loanne cursava Enfermagem na UniEvangélica, em Anapólis. Ontem, a universidade postou no Facebook uma mensagem onde lamenta o assassinato e se diz enlutada pelo ocorrido. 

Fonte: Mais Goiás