Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de setembro de 2013

Notificados na região 60 incêndios de grande porte nesta estiagem

apaga-fogo.jpg
A maior ocupação do7º Pelotão do Corpo de Bombeiros neste período de estiagem diz respeito aos incêndios em vegetação. O calor destes dias e as pastagens ressequidas são focos propensos aos incêndios. Foram notificados na região, neste período de estiagem, 60 incêndios de grande porte. Só nos últimos 30 dias, nos 19 municípios da área de atuação do Corpo de Bombeiros sediado em Iporá, essa corporação já atendeu a 23 chamados de incêndios. O maior deles foi no município de Baliza, ocorrido nos dias primeiro e dois de setembro.

A reportagem do OG procurou o Tenente Rafael, Comandante do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros, para saber dele sobre as causas para tantos incêndios na vegetação, se tratam-se de atitudes criminosas ou se são incidentais. Tenente Rafael afirma sobre isso que é crime, conforme artigo 250 do Código Penal Brasileiro e artigo 54 da Lei Federal 9.605/98. A queimada pode resultar em risco ao patrimônio alheio e à vida. Além disso, gera poluição que causa prejuízo à vida humana.

Tenente Rafael salienta que a grande maioria dos incêndios florestais é causada pelo homem, de forma involuntária ou criminosa. Muitas vezes o incêndio ocorre a partir de uma situação controlada, como na queimada controlada. Por isso é muito importante consultar o Corpo de Bombeiros antes de realizar a queima de uma área.


Sobre o que pode ser feito para evitar ou diminuir a incidência de incêndios na vegetação Tenente Rafael dá as seguintes orientações:
01 – Não colocar fogo nas margens de estradas e rodovias
02 – Não estacionar veículos sobre a vegetação seca
03 – Não jogar tocos de cigarros nas rodovias
04 – Consultar o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais antes de iniciar uma queima controlada
05 – Não colocar fogo em lotes baldios
06 – Não colocar fogo em lixo ou folhas
07 – Não soltar fogos de artifício próximo a vegetação

Fonte: Oeste Goiano

domingo, 7 de abril de 2013

Trabalho de contenção de mancha no litoral norte de SP chega ao 3º dia

Técnicos tentam evitar que combustível marítimo se espalhe pela costa.

Incidente ocorreu na sexta-feira (5) no píer da Petrobras em São Sebastião.

Equipes lança material usado para contenção do combustível marítimo que vazou no píer de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Equipes fazem a contenção do óleo na tarde deste
sábado. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Funcionários da Petrobras estão no terceiro dia de contenção e limpeza da mancha gerada pelo vazamento de combustível marítimo do píer do Terminal Almirante Barroso (Tebar) na última sexta-feira (5) e atingiu praias de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. A mancha também chegou até a cidade vizinha de Caraguatatuba.

Os trabalhos tiveram início logo após o incidente e duraram todo o sábado (6) e a madrugada deste domingo (7). Ainda não há a dimensão do dano causado pelo vazamento que, segundo a empresa, teve início com um problema em uma válvula durante a realização de um teste em uma das redes que havia passado por um reparo.

A empresa informou que disponibiliza uma equipe de 300 pessoas e 37 embarcações, algumas usadas no recolhimento e armazenamento do produto, e outras para lançamento ao mar de vários tipos de barreiras de contenção e de absorção. Segundo a empresa, quatro praias foram limpas e seguem sendo acompanhadas por equipes de contingência. Apenas a Praia das Cigarras continuava com as manchas do combustível.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) enviou uma equipe de emergência a São Sebastião para acompanhar os trabalhos de contenção e avaliar possíveis danos ambientais provocados pelo vazamento.

Ainda não há uma definição por parte do órgão se haverá algum tipo de penalidade à Petrobras. Após a finalização do trabalho, a empresa deve fazer um relatório sobre o que aconteceu e somente a partir daí a Cetesb irá definir uma possível punição, que pode ser tanto uma advertência quanto uma multa.

A Capitania dos Portos também abriu inquérito para apurar as causas do incidente e acredita que o trabalho de remoção ainda deve levar todo o domingo.
Arte - Praias atingidas por vazamento de óleo em São Sebastião (Foto: Editoria de Arte/ G1) Em São Sebastião, a balneabilidade das praias do centro ao norte da cidade estão comprometidas. Desde o início da tarde deste sábado, a Vigilância Sanitária orienta que os banhistas evitem nove praias na cidade (veja lista ao lado). De acordo com o delegado da Capitania dos Portos, Alexandre Motta de Sousa, o fato da mancha de óleo ter chegado à enseada de Caraguatatuba não quer dizer que as praias da cidade serão também atingidas.

Vazamento
O vazamento de óleo foi detectado pela Transpetro por volta das 17h50 de sexta-feira (5) e comunicado à Cetesb  às 18h. O problema ocorreu durante um teste em uma rede que, segundo a empresa, estava sem uso há algum tempo e havia passado por um reparo. Desde então a empresa realiza ações de contenção e remoção das manchas.

O vazamento já foi controlado, mas é preciso remover as manchas de óleo que se espalharam pela orla. Foram lançadas barreiras de contenção e estão sendo utilizados helicópteros na identificação de eventuais manchas de óleo que possam ter escapado desses limites.

Durante a tarde deste sábado (6), a mancha chegou a atingir Caraguatatuba. Inicialmente, a mancha que atingiu a enseada de da cidade vizinha tinha cerca de três quilômetros de extensão, mas ela se dividiu. Uma parte dela ficou localizada próxima à Praia da Enseada, em São Sebastião, e a outra no Rio Juqueriquerê, no limite entre as duas cidades.

Prejuízos
O vazamento também prejudicou comerciantes e turistas. Eli Humberto, que tem um quiosque na Praia das Cigarras até fechou o estabelecimento por falta de clientes. "Os turistas que tinha foram saindo e então estou até fechando o comércio, porque não adianta ficar aqui", afirmou.
Já a dona de casa Viviane Souza, que saiu da capital paulista com o marido e os dois filhos, teve que mudar os planos. "É uma decepção grande, principalmente para as crianças. Estavam na expectativa de tomar um banho de praia, curtir o fim de semana, deixa para a próxima", disse.

Outro lado
Por meio de nota, a Transpetro confirmou que o trabalho continuará durante a noite de sábado e a equipe estará mobilizada até o encerramento completo da limpeza. Veja a íntegra da nota abaixo:
A Transpetro informa que registrou um vazamento de combustível marítimo no píer do Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP), no final da tarde de sexta-feira (05/04/2013). O foco do vazamento foi rapidamente controlado.

As equipes de contingência foram acionadas de imediato. Ao longo da noite e durante todo o sábado, atuaram na remoção do produto que vazou. No local da ocorrência, no entorno do píer, o processo de limpeza foi concluído nas primeiras horas da manhã.

Os profissionais mobilizados pela Transpetro concluíram, durante o dia, os trabalhos de limpeza das praias Deserta, Pontal da Cruz, Portal da Olaria e Ponta do Lavapés. Equipes de contingência permanecerão no local para recolhimento de eventuais resíduos trazidos pela maré.

Na tarde de hoje, a mancha atingiu a Praia das Cigarras. Equipes estão no local trabalhando na contenção e remoção do produto.

A Transpetro disponibilizou todos os recursos necessários para remover o combustível, estando mobilizadas 300 pessoas e 37 embarcações, como Egmopol, usada no recolhimento e armazenamento do produto, e outras  para lançamento ao mar de vários tipos de barreiras de contenção e de absorção, além dos diversos veículos de terra.

Os trabalhos não serão interrompidos durante a noite e a equipe estará mobilizada até que seja encerrada toda a operação de limpeza.

As causas do incidente estão sendo apuradas. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) foi comunicada e os técnicos do órgão ambiental acompanham os trabalhos de limpeza. A Transpetro também comunicou todas as autoridades competentes.

Último caso
Em 6 de setembro do ano passado, uma carreta da Petrobras tombou na SP-55 (Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego)  e provocou o vazamento de 15 mil litros de óleo diesel. O material chegou ao córrego Canto do Moreira, situado no lado sul da praia de Maresias, também em São Sebastião. O problema interditou um trecho de 800 metros quadrados da praia para os trabalhos de remoção do óleo.

Cinco dias depois do acidente, a Petrobras e a Cooperativa de Transportes Rodoviários do ABC foram multadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em R$ 92.218,44, cada uma. O valor da multa correspondia a 5.001 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo.

Fonte: G1

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ambientalistas tentam minimizar impacto da expansão da soja



Após se espalhar pelo Sul e Centro-Oeste nas últimas décadas, a soja agora avança pelo Norte e Nordeste brasileiros, mas encontra a resistência de ambientalistas, que tentam minimizar os impactos dessa expansão nos dois biomas mais diversos do país - a Amazônia e o Cerrado.

Em estudo publicado em 2012, a organização ambientalista WWF Brasil diz que hoje, entre os cinco Estados brasileiros que concentram os maiores focos de desmatamento em razão da soja, três são do Nordeste (Maranhão, Piauí e Bahia) e um da região Norte (Tocantins).

Ao avançar pela região, que entre estudiosos passou a ser chamada de Mapitoba (agregando as iniciais de cada Estado), a soja passa a ocupar o centro-norte do Cerrado, a última região do bioma em que ainda não estava presente.

O doutor em agroecologia Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF Brasil, diz que hoje cerca de 50% do Cerrado já foi desmatado, "parte significativa em função da soja".

Segundo ele, pequenos e médios produtores têm promovido desmatamentos ilegais na Mapitoba, que abriga as últimas áreas de Cerrado intactas.

Por ora, no entanto, ele diz que o plantio de soja na região é praticado em sua maioria por grandes produtores. Esses, afirma, são mais capazes de arcar com os desafios logísticos da região e costumam respeitar a legislação ambiental.

A postura reflete as cada vez maiores exigências de compradores, que não querem ser associados à destruição do meio ambiente.

Pastagens

Ainda assim, de acordo com o Código Florestal atual, propriedades no Cerrado podem usar até 65% de suas terras para a atividade agropecuária, o que abre margem para novos desmates, ainda que legais. Somente 3% do território do Cerrado está protegido por unidades de conservação federal ou estadual.

Moreira diz, porém, que o Brasil poderia expandir plantações de soja sem desmatar nada. Ele cita cálculo do governo federal que apontou a existência de 200 milhões de hectares de pastagens no Brasil.

Segundo ele, é possível transformar até 30% das áreas hoje ocupadas por pastos em plantações, sem prejuízos para os pecuaristas. "Há incentivos financeiros do governo para que isso ocorra."

Enquanto isso, diz o coordenador da WWF, instituições ambientalistas têm negociado com grandes compradores mundiais da soja a conservação de áreas prioritárias do Cerrado.

Hoje, os compradores já concordaram em proibir a comercialização de soja produzida em áreas de floresta recém-desmatada, o que inclui área do Cerrado conhecida como Cerradão. Agora os ambientalistas tentam incluir na lista regiões do Cerrado com vegetação mais baixa e rala.

Caso consigam, Moreira prevê que, até 2023, serão desmatados 3% adicionais da área de Cerrado.

"Se expandirmos a produção de acordo com essas regras e se houver respeito ao Código Florestal, em dez anos podemos ter condições de negociar um desmatamento zero."

Acordo na Amazônia

Na Amazônia, apesar da expectativa de expansão da soja nos próximos anos em Rondônia e no Pará, negociações entre compradores e ambientalistas já tiveram avanços mais sólidos.

Em 2006, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a ANEC (Associação Brasileira de Exportadores de Cereais), o Greenpeace e outras entidades assinaram um acordo batizado de Moratória da Soja.

O acordo determina que, até janeiro de 2014, as 24 maiores empresas comercializadoras de soja, que representam 90% do mercado nacional, não comprem o produto de fornecedores na Amazônia que tenham desmatado após 2006.

"Acreditamos que o acordo foi um dos motivos para a diminuição no desmatamento na Amazônia nos últimos anos", afirma Rômulo Batista, do Greenpeace.

Fonte: BBC Brasil