Ex-diretor do Banco do Brasil teve a prisão decretada pelo STF.
Alerta da
'difusão vermelha' é enviado para 188 países.
| Interpol incluiu Henrique Pizzolato na lista de difusão vermelha (Foto: Interpol/Reprodução) |
A Interpol (polícia internacional) incluiu no início da tarde desta
segunda-feira (18) o nome e a foto do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique
Pizzolato na lista de procurados internacionais, chamada de difusão
vermelha.
A
Polícia Federal considera que ele está foragido e pediu, no sábado (16), para
que o nome dele fosse lançado na lista de procurados da Interpol. As
informações sobre a fuga dele, que teve a prisão decretada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (15), foram repassadas em um alerta que
vai para 188 países com um mandado de prisão.
O advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, defensor de Henrique Pizzolato,
afirmou que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil está na Itália. Em
telefonema para o delegado Marcelo Nogueira , Cavalcante disse que, ao chegar à
casa do seu cliente, em Copacapana, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (15) foi
informado por familiares que ele tinha viajado para o país europeu.
Pizzolato enviou uma carta, divulgada pelo então advogado dele Marthius
Sávio, em que justifica sua saída do país e diz que quer novo julgamento na
Itália. Em seguida, o advogado informou que não representa mais o ex-diretor do
Banco do Brasil.
Delegado vê saída
'clandestina'
Henrique Pizzolato é o único dos 12 condenados do
processo do mensalão que tiveram os mandados de prisão expedidos na sexta-feira
(15) que ainda não se apresentou à polícia. A pena total dele é 12 anos e 7
meses, tendo sido condenado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e
lavagem de dinheiro. O STF negou o último recurso possível e decidiu que, para
Pizzolato, o processo do mensalão terminou. A pena deve ser cumprida em regime
fechado, em presídio de segurança média ou máxima.
Para o delegado
Marcelo Nogueira, o réu, que possui cidadania e passaporte italianos, saiu do
Brasil de forma clandestina, uma vez que seu nome estava na lista de procurados
impedidos de deixar o país. Agora, de acordo com o delegado, cabe ao Ministério
da Justiça pedir a extradição judicial do condenado.
Fonte: G1, em São Paulo