Polícia Civil tem que concluir inquérito sobre a morte de Luan Vitor em 10 dias. Policial já foi acusado de tentativa de homicídio
Com o pedido de prisão provisória, de caráter preventivo, expedido na noite deste domingo (19), pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), foi preso o policial civil suspeito pelo homicídio do jovem Luan Vitor Oliveira Souza, de 20 anos, durante show sertanejo na Pecuária.
Com isso, a Polícia Civil terá 10 dias para concluir o inquérito que investiga a morte do Luan Vitor, contados a partir da data do pedido de prisão, segundo informou o delegado geral da PC, João Carlos Gorski. O jovem foi morto na madrugado do último sábado (18) durante show na 68ª Exposição Agropecuária de Goiânia, no Setor Nova Vila, em Goiânia.
Apontado como autor do disparo que matou Luan, o policial civil Levi Moura de Souza, 37, é lotado na Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc). Ele se apresentou espontaneamente por volta da 00h15 desta segunda-feira (20), após consultar com o seu superior na Denarc.
Levi informou ao chefe que gostaria de se apresentar caso fosse pedido alguma medida cautelar contra ele, conforme informou o delegado da DIH que coordena o inquérito, André Augusto Bottesine.
Outro crime
Bottesine afirmou ao HOJE que Levi já foi acusado de tentativa de homicídio anteriormente, no entanto foi absolvido neste ano da acusação. Ainda não há outros dados sobre este processo, uma vez que foi arquivado após a decisão judicial. Porém, Bottesine esclareceu que em breve terá mais detalhes sobre o processo.
Sobre o assassinato, Levi Moura afirmou, em primeiro depoimento, que teria agido em legítima defesa, após ser vítima de um arrastão no show do cantor Lucas Lucco, no Parque Agropecuário. O policial defende que estaria com a namorada, quando começou um arrastão e ela teria sido vítima de roubo.
O suspeito entrou em luta corporal com os supostos responsáveis pelo arrastão e teria disparado com a pistola que portava contra Luan, que foi atingido no peito e morreu após ser conduzido ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
Contradição
Bottesine alegou, após ter acesso a dois registros de imagem que captam os momentos do crime, que aparentemente não procede a justificativa do policial civil. Um dos amigos de Luan, que estava com ele na madrugada de sábado (18), quando ocorreu o crime, esclareceu que o jovem não teve nenhum envolvimento com o tumulto.
Pela internet, diversos amigos da vítima pedem por justiça divulgando imagens que mostram o momento em que Luan foi morto, assegurando que não houve legítima defesa por parte do policial e que o jovem foi assassinado injustamente.
O responsável pelo inquérito, André Bottesine, esclareceu que o policial civil foi liberado inicialmente após se apresentar ao posto da polícia no parque de exposições, devido ao impeditivo legal que prevê a liberação do policial por ter se apresentado espontaneamente, e que não houve falhas, por parte da Policial Civil, na condução inicial das investigações.
Fonte: O HOJE