'Homicídio é falta grave', diz delegado-geral da Polícia Civil de Goiás.
Crime aconteceu durante apresentação do cantor Lucas Lucco, em Goiânia.
| No centro da imagem, rapaz aparece correndo com a mão no peito, após ser atingido por tiro (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera) |
Um inquérito criminal foi instaurado contra o policial suspeito de matar o jovem Luan Vítor Oliveira Sousa, de 20 anos, durante um show na Exposição Agropecuária de Goiânia. A conduta do agente, na madrugada de sábado (18), também será apurada pela Corregedoria da Polícia Civil. "Na nossa legislação, o homicídio é tido como falta grave", disse ao G1 o delegado-geral João Carlos Gorski.
Segundo Gorski, depoimentos de pessoas que estavam no show do cantor Lucas Lucco durante o crime começaram a ser colhidos. No entanto, o delegado-geral preferiu não informar os nomes, para não atrapalhar as investigações.
Gorski também informou que as imagens que mostram o momento em que o policial atira à queima-roupa na vítima estão sendo analisadas. Desde a noite de sábado, o agente está afastado de suas funções. "Ele pode ser expulso da Polícia Civil", diz o delegado-geral.
Procurado pelo G1, o policial preferiu não se pronunciar. De acordo com a ocorrência, o policial alegou ter atirado porque a vítima e um amigo tentaram roubar a câmera fotográfica da namorada dele.
Vídeo
Imagens gravadas por um cinegrafista amador, que não quis se identificar, mostra o momento da confusão. No vídeo, o agente aparece imobilizando um rapaz. Nesse momento, um jovem de camisa branca se aproxima e agride o agente com chutes e socos. O agressor se afasta e logo em seguida Luan surge na cena.
Ele chega correndo e para no lugar exato onde estava o rapaz de camisa branca que agrediu o policial. O agente levanta a cabeça e encosta o revólver no peito da vítima, que sai em direção aos amigos com as mãos sobre o ferimento.
Imagens gravadas por um cinegrafista amador, que não quis se identificar, mostra o momento da confusão. No vídeo, o agente aparece imobilizando um rapaz. Nesse momento, um jovem de camisa branca se aproxima e agride o agente com chutes e socos. O agressor se afasta e logo em seguida Luan surge na cena.
Ele chega correndo e para no lugar exato onde estava o rapaz de camisa branca que agrediu o policial. O agente levanta a cabeça e encosta o revólver no peito da vítima, que sai em direção aos amigos com as mãos sobre o ferimento.
Também é possível ver que o rapaz que estava sendo imobilizado foge. O policial sai correndo atrás dele no meio da multidão.
O jovem que tentou fugir acabou detido na delegacia que fica dentro do parque de exposições. No local, o agente e a namorada prestaram esclarecimentos e, em seguida, foram liberados.
No depoimento, ele afirmou que a vítima e o jovem detido tinham tentado pegar a câmera da namorada, e alegou ter agido em legítima defesa. O suspeito usou uma arma pertencente à Polícia Civil, que ficou apreendida.
A vítima chegou a ser socorrida por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Enterro
Durante o enterro de Luan Vítor, no fim da tarde deste sábado, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, a família estava indignada. Parentes e amigos negam a versão apresentada pelo policial.
Durante o enterro de Luan Vítor, no fim da tarde deste sábado, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, a família estava indignada. Parentes e amigos negam a versão apresentada pelo policial.
“Ele teve a infelicidade de sair pra se divertir e se posicionar perto do local onde houve uma confusão, onde estava uma pessoa despreparada, armada. Ele deu um tiro a queima roupa no Luan. Nós não queremos vingança, queremos justiça”, ressaltou o tio da vítima Lindomar Elias Vieira.
“Morreu por engano”, disse um amigo de Luan que estava com ele na Pecuária, mas preferiu não se identificar.
Fonte: G1 GO