sexta-feira, 19 de abril de 2013

Operação apreende material ilícito em complexo prisional


(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) apreendeu uma série de materiais ilícitos durante operação surpresa realizada dentro da Ala A da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), na madrugada desta quarta-feira (17/4). Foram encontrados 40 armas bancas, 50 celulares, sendo dois smartphones, chips telefônicos e quase um quilo de drogas sendo pasta-base para cocaína, crack e maconha. O material apreendido está sendo catalogado, os telefones servirão para investigações posteriores na busca de informações nos próprios parelhos e a droga será encaminhada para a Polícia Civil.

De acordo com o diretor de segurança da penitenciária, João Carvalho Coutinho Júnior, a principal via de entrada desse material é a visita de parceiras aos presidiários. "A maioria da droga estava dentro de preservativos. As mulheres inserem o material em seu corpo, o que impossibilita uma vistoria 100% eficaz", esclarece.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O diretor enfatiza que o complexo prisional optou por uma vistoria mais humana, sem a necessidade de despir as mulheres. "Havíamos optado por este tipo de vistoria, mas vamos estudar outras formas", disse João Carvalho, lembrando que está em fase de licitação a chegada do aparelho Scanner Humano, que coibirá em 100% a entrada desse tipo de material no presídio.

Já as armas brancas como facas e canivetes são feitas dentro do próprio presídio. "Eles gastam o tempo ocioso fabricando esses materiais cortantes. Da mesma forma com os celulares". Apesar do bloqueio do sinal de celular, como o complexo é bastante grande, os presos ficam à procura de algum local que dê o mínimo de sinal, avisando os presos.

A Agsep classificou a operação, que começou às 05h30 e se estendeu até as 09 horas, como especial porque contou com a ajuda de agentes de áreas de inteligência da agência e de grupos como o Grupo de Operações Penitenciárias (Gope) e Grupo de Operações Regionais (Gore), com 100 agentes escalados. "A busca precisa ser minuciosa, pois o material sempre fica camuflado nas paredes, vasos, esgoto, teto e camas" disse João Carvalho.

Alunos dos cursos de formação de Vigilantes Penitenciários Temporários (recém-contratados) e do I Curso de Inteligência Prisional da Agsep também participaram da operação como aula prática. A Ala A é o maior de outras quatro alas do POG, retendo 450 presos de um total de 1.500.

Fonte: Mais Goiás