| (Foto: Divulgação) |
O governador Marconi
Perillo |(PSDB) concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, dia
19, sobre a invasão do Palácio Pedro Ludovico Teixeira (PPLT) por policiais
civis ocorrida na tarde desta terça-feira, dia 18. O governador declarou que
defende o direito de manifestação, mas condena os atos de vandalismo que
representam um atentado à democracia.
Durante a entrevista, Marconi
Perillo disse que determinou a Secretaria de Segurança Pública a apuração das
responsabilidades e investigação dos excessos, o governo exige uma retratação
por parte dos líderes da categoria.
"A SSPJ já deu início às apurações
para que os responsáveis pela ocupação do PPLT respondam pelo que fizeram",
disse ele. "Eu já disse ao secretário: ou eles pedem uma retração pública, ou
não tem acordo", disse.
"Se os policiais civis não tomarem uma decisão
sobre o indicativo de greve até amanhã, os pontos serão, sim, cortados. Já
determinei ao Joaquim Mesquita que abra todos os processos disciplinares
necessários. O Governo de Goiás realizou dezenas de reuniões com os policiais e
estamos, sim, cumprindo o que foi acordado. Estamos estabelecendo uma série de
políticas salariais, mas temos que cumprir as leis de responsabilidade fiscal",
ressalta o governador.
Além dos pedidos de desculpas, foi determinado aos
policiais civis, em reunião com o secretário Leonardo Vilela, da Secretaria de
Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), que eles terão que pagar pelos danos
causados à sede do governo.
"Esses policiais civis que tiveram atitude de
vândalos terão que pagar pelos prejuízos causados ao PPLT. O secretário Leonardo
Vilela, da Segplan, se reuniu hoje com a categoria e espero que o encontro tenha
sido produtivo", disse.
O governador ainda explicou que apesar do
discurso dos invasores, não houve data limite para votação do projeto na
Assembleia. "O governo não está brincando em relação a essa situação. Eu não
tratei com os presidentes dos sindicatos sobre data para encaminhar, quem tratou
disso foi o deputado Marcos Martins e no governo às vezes as coisas demoram. Nós
temos que analisar se temos ou não temos recursos. Temos que analisar
estritamente o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal",
pontuou.
CONCURSO DA PM
O governador esclareceu
ainda que o grupo que está acampado em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira
não foi aprovado no concurso público da Polícia Militar. Segundo ele, todos os
aprovados foram convocados e até mesmo 50% do cadastro reserva, conforme
determinava o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. "O
que eles querem é que mais 50% dos que não foram aprovados sejam chamados. Isso
não é possível pela lei e ninguém está concordando, nem mesmo o Ministério
Público. O que terá que ser feito depois é um novo concurso", explicou.
Fonte: Mais Goiás