| (Foto: Divulgação) |
Do Diário da Manhã
O empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, em encontro com a executiva estadual do PMDB, comunicou sua decisão de deixar o PSB e ingressar no partido para, a partir de agora, "construir" o projeto de candidatura ao governo estadual nas eleições de 2014.
Na presença do presidente Samuel Belchior, dos deputados federais Pedro Chaves e Leandro Vilela e dos deputados estaduais Wagner Siqueira, Bruno Peixoto, Paulo Cezar Martins, José Essado e Luis Carlos do Carmo, Friboi disse não exigir a candidatura a governador, mas que deseja "conquistar" as bases do PMDB para viabilizar seu projeto de concorrer à sucessão do governador Marconi Perillo (PSDB).
Na conversa com os jornalistas, Friboi disse que o objetivo é o de construir uma "oposição forte" e com um "consistente programa" para colocar-se como alternativa de poder em Goiás. "O modelo que está aí há 16 anos, comandado pelo PSDB, se esgotou. A sociedade pensa em um programa ousado, moderno e avançado."
Após a filiação dia 15 de março, Friboi vai iniciar uma peregrinação pelos 246 municípios do Estado para buscar apoio dos prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e membros dos diretórios do PMDB. "Vamos trabalhar para conquistar o PMDB e todos os partidos da base de sustentação do governo Dilma em Goiás, porque a nossa meta é unificar a oposição para as eleições do ano que vem."
Em 2010, o empresário e vice-presidente do PSB ofereceu ajuda financeira às campanhas de candidatos a prefeito de diversos partidos, entre eles o PMDB, PSDB e PT. "Participei ativamente da campanha de candidatos a prefeito de inúmeras legendas. Vou agora conversar com eles, em busca de apoio para 2014."
Júnior Friboi disse que Iris Rezende não é "problema" e sim "solução", quando indagado sobre se irá disputar a candidatura com o principal líder do PMDB no Estado. "É importante que Iris esteja na chapa majoritária do PMDB, como o PT também, unificando a oposição. Em qual posição, só a convenção, em junho do ano que vem, vai definir."
Júnior Friboi nega que o ex-presidente Lula o tenha influenciado na troca do PSB pelo PMDB para integrar a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff em Goiás. "Eu conversei com Lula, com Michel Temer, com Iris Rezende, mas a decisão de me convidar para ingressar no PMDB foi do diretório estadual do partido."
O governadoriável teve ontem de manhã nova conversa com Iris Rezende, no apartamento do ex-prefeito, no Setor Oeste, e logo depois da reunião com a direção estadual do PMDB foi a Brasília para novas rodadas de conversas com o governador Eduardo Campos, dirigentes do PSB, com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do PMDB nacional Valdir Raupp.
FRITURA NO PMDB
Júnior Friboi contestou os argumentos de que pode ser "fritado" pelo PMDB goiano em sua pretensão de concorrer ao governo, a exemplo do que teria ocorrido com Henrique Meirelles e Vanderlan Cardoso. "São situações diferentes. Meirelles fez opção por permanecer na presidência do Banco Central até o final do governo Lula e Vanderlan deixou o PMDB por questão de foro íntimo."
Para o empresário, não há risco de ser "surpreendido" na convenção estadual do PMDB, em junho do ano que vem. "Vamos trabalhar ao lado de líderes políticos do PMDB da maior qualidade, sérios, leais. Não há por que pensar em traição ou deslealdade. Essa história foi espalhada pelos adversários de Iris. Posso dizer que tudo que Iris combinou comigo e com a nossa família foi cumprido, ao longo dos anos."
O presidente do PMDB goiano, deputado Samuel Belchior, disse que o partido recebe de "braços abertos" a filiação de Júnior Friboi e que, a partir de agora, cabe ao empresário percorrer as bases municipais para consolidar sua candidatura à sucessão estadual. "Não há apoio prévio a nenhum postulante a cargo majoritário, nem mesmo a Iris Rezende. Cada um tem que construir seu projeto, buscar respaldo partidário e popular até as convenções."
Samuel Belchior lembra, entretanto, que o ex-prefeito Iris Rezende é uma referência no PMDB goiano e que, certamente, será um "divisor de águas" em 2014, se confirmar se o ex-prefeito pretende ou não postular a candidatura ao Palácio das Esmeraldas.
Júnior Friboi tem respaldo de grande parte das bancadas federal e estadual do PMDB para concorrer ao governo do Estado, em 2014. "É difícil fazer campanha sem respaldo financeiro. Com Friboi candidato, as coisas ficam mais fáceis", admite um deputado que prefere anonimato. Esse parlamentar se queixa que, em 2010, quando Iris Rezende foi candidato a governador, a campanha majoritária e proporcional foi na base da "sola de sapato", pois não havia dinheiro para andar de avião ou para adquirir material de propaganda política.
APOIO DO PSB
O empresário vai deixar o PSB, mas revelou atuar para que a legenda permaneça no leque de oposição ao PSDB no Estado, afinado com seu projeto político. Ele não pretende retirar nenhum prefeito, vereador ou liderança do PSB (7 prefeitos, 13 vice-prefeitos, dezenas de vereadores), já que sua meta é aliar-se aos socialistas sem o enfraquecimento da legenda no Estado.
"Quero migrar para o PMDB sem perder o apoio do PSB. Eu vou buscar junto ao governador Eduardo Campos o apoio do PSB à nossa candidatura ao governo de Goiás e, automaticamente, o partido estaria apoiando-o para a presidência da República. Vejo isso com muita naturalidade, desde que eu saia para uma agremiação sem perder a outra."
Na presença do presidente Samuel Belchior, dos deputados federais Pedro Chaves e Leandro Vilela e dos deputados estaduais Wagner Siqueira, Bruno Peixoto, Paulo Cezar Martins, José Essado e Luis Carlos do Carmo, Friboi disse não exigir a candidatura a governador, mas que deseja "conquistar" as bases do PMDB para viabilizar seu projeto de concorrer à sucessão do governador Marconi Perillo (PSDB).
Na conversa com os jornalistas, Friboi disse que o objetivo é o de construir uma "oposição forte" e com um "consistente programa" para colocar-se como alternativa de poder em Goiás. "O modelo que está aí há 16 anos, comandado pelo PSDB, se esgotou. A sociedade pensa em um programa ousado, moderno e avançado."
Após a filiação dia 15 de março, Friboi vai iniciar uma peregrinação pelos 246 municípios do Estado para buscar apoio dos prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e membros dos diretórios do PMDB. "Vamos trabalhar para conquistar o PMDB e todos os partidos da base de sustentação do governo Dilma em Goiás, porque a nossa meta é unificar a oposição para as eleições do ano que vem."
Em 2010, o empresário e vice-presidente do PSB ofereceu ajuda financeira às campanhas de candidatos a prefeito de diversos partidos, entre eles o PMDB, PSDB e PT. "Participei ativamente da campanha de candidatos a prefeito de inúmeras legendas. Vou agora conversar com eles, em busca de apoio para 2014."
Júnior Friboi disse que Iris Rezende não é "problema" e sim "solução", quando indagado sobre se irá disputar a candidatura com o principal líder do PMDB no Estado. "É importante que Iris esteja na chapa majoritária do PMDB, como o PT também, unificando a oposição. Em qual posição, só a convenção, em junho do ano que vem, vai definir."
Júnior Friboi nega que o ex-presidente Lula o tenha influenciado na troca do PSB pelo PMDB para integrar a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff em Goiás. "Eu conversei com Lula, com Michel Temer, com Iris Rezende, mas a decisão de me convidar para ingressar no PMDB foi do diretório estadual do partido."
O governadoriável teve ontem de manhã nova conversa com Iris Rezende, no apartamento do ex-prefeito, no Setor Oeste, e logo depois da reunião com a direção estadual do PMDB foi a Brasília para novas rodadas de conversas com o governador Eduardo Campos, dirigentes do PSB, com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do PMDB nacional Valdir Raupp.
FRITURA NO PMDB
Júnior Friboi contestou os argumentos de que pode ser "fritado" pelo PMDB goiano em sua pretensão de concorrer ao governo, a exemplo do que teria ocorrido com Henrique Meirelles e Vanderlan Cardoso. "São situações diferentes. Meirelles fez opção por permanecer na presidência do Banco Central até o final do governo Lula e Vanderlan deixou o PMDB por questão de foro íntimo."
Para o empresário, não há risco de ser "surpreendido" na convenção estadual do PMDB, em junho do ano que vem. "Vamos trabalhar ao lado de líderes políticos do PMDB da maior qualidade, sérios, leais. Não há por que pensar em traição ou deslealdade. Essa história foi espalhada pelos adversários de Iris. Posso dizer que tudo que Iris combinou comigo e com a nossa família foi cumprido, ao longo dos anos."
O presidente do PMDB goiano, deputado Samuel Belchior, disse que o partido recebe de "braços abertos" a filiação de Júnior Friboi e que, a partir de agora, cabe ao empresário percorrer as bases municipais para consolidar sua candidatura à sucessão estadual. "Não há apoio prévio a nenhum postulante a cargo majoritário, nem mesmo a Iris Rezende. Cada um tem que construir seu projeto, buscar respaldo partidário e popular até as convenções."
Samuel Belchior lembra, entretanto, que o ex-prefeito Iris Rezende é uma referência no PMDB goiano e que, certamente, será um "divisor de águas" em 2014, se confirmar se o ex-prefeito pretende ou não postular a candidatura ao Palácio das Esmeraldas.
Júnior Friboi tem respaldo de grande parte das bancadas federal e estadual do PMDB para concorrer ao governo do Estado, em 2014. "É difícil fazer campanha sem respaldo financeiro. Com Friboi candidato, as coisas ficam mais fáceis", admite um deputado que prefere anonimato. Esse parlamentar se queixa que, em 2010, quando Iris Rezende foi candidato a governador, a campanha majoritária e proporcional foi na base da "sola de sapato", pois não havia dinheiro para andar de avião ou para adquirir material de propaganda política.
APOIO DO PSB
O empresário vai deixar o PSB, mas revelou atuar para que a legenda permaneça no leque de oposição ao PSDB no Estado, afinado com seu projeto político. Ele não pretende retirar nenhum prefeito, vereador ou liderança do PSB (7 prefeitos, 13 vice-prefeitos, dezenas de vereadores), já que sua meta é aliar-se aos socialistas sem o enfraquecimento da legenda no Estado.
"Quero migrar para o PMDB sem perder o apoio do PSB. Eu vou buscar junto ao governador Eduardo Campos o apoio do PSB à nossa candidatura ao governo de Goiás e, automaticamente, o partido estaria apoiando-o para a presidência da República. Vejo isso com muita naturalidade, desde que eu saia para uma agremiação sem perder a outra."
Fonte: Mais Goiás